Inovar continua sendo desafio para empresas brasileiras

“Inovar é fazer algo diferente, que traga um novo resultado. Ou seja, também inclui a implementação de processos que agreguem valor aos clientes.”

O Brasil ocupa o 64º lugar no Índice Global de Inovação (2018), ranking que mapeia a inovação em 126 nações. O estudo, publicado anualmente pela Cornell University, pelo Instituto Europeu de Administração de Empresas (Insead) e pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (Wipo), revela que o país subiu cinco posições em relação ao ano passado. Este número, entretanto, está longe do cenário ideal para o Brasil, que ainda fica atrás de outras economias latino-americanas, como Chile, Costa Rica e México.

Na mais recente Pesquisa de Inovação (Pintec) elaborada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 36% das empresas declararam ter investido em produtos ou processos novos (ou significantemente aprimorados) durante o período de 2012 a 2014. Na pesquisa anterior esse número ficou em 35,7%, uma diferença de 0,3 pontos percentuais, o que revela uma situação de estabilidade.

Conforme Andreia Justo, sócia consultora da Euax e certificada em Processos pela ABPMP, a falta de uma cultura de inovação nas empresas é um dos principais fatores que as impedem de ser mais criativas. “Existe a falsa ideia de que a inovação é apenas para startups. Mas o que se observa hoje é que a capacidade de uma empresa se reinventar dia após dia é um fator crucial para a sua sobrevivência, especialmente em tempos de crise”, aponta.

A consultora destaca, ainda, a importância de pensar a inovação para além dos produtos. “Inovar é fazer algo diferente, que traga um novo resultado. Ou seja, também inclui a implementação de processos que agreguem valor aos clientes, fugindo de visões departamentais”, esclarece.

Contudo, muitas organizações ainda não se sentem preparadas para lidar com novidades, que sempre apresentam uma margem de risco, seja ele pequeno ou grande. “É normal que mudanças causem algum desconforto, mas é possível minimizar esse incômodo inovando de forma estruturada, por meio da aplicação de métodos comprovados e testados, e sem ignorar a cultura da organização”, argumenta Andreia.

Metodologia Euax Acelera utiliza Design Thinking para inovar em processos

A Euax, empresa de consultoria em gestão empresarial, tem obtido bons resultados ao adotar práticas de Design Thinking na inovação e transformação de processos. Essa abordagem está presente de forma constante no Euax Acelera, modelo de gestão próprio da consultoria.

Andreia Justo, consultora da Euax, explica que o Design Thinking é um conjunto de métodos centrado nas pessoas que possibilita desenvolver soluções criativas. “Seus pilares são a empatia, a colaboração e a experimentação, valores com os quais a Euax se identifica e quer transmitir aos seus clientes”, enfatiza.

O Design Thinking se divide em três fases: inspiração, ideação e implementação.

1. Inspiração

Procura entender o cenário atual, capturar as dores do cliente e criar uma visão compartilhada do problema. Essa etapa busca responder à pergunta: “O que é?” para fazer uma análise exploratória da realidade vigente. Trata-se de um momento muito importante, em que a empatia se destaca, fazendo com que as pessoas do grupo se coloquem no lugar do outro.

2. Ideação

Levanta alternativas e soluções para os problemas. Nesse momento, as ideias são organizadas, priorizadas e validadas. Essa etapa busca responder às perguntas: “E se? O que surpreende?” para pensar em alternativas e encontrar a solução mais favorável à resolução do problema. A partir da colaboração, o grupo, em conjunto, buscará meios para a solução dos problemas. Essa prática gera o engajamento das pessoas, o que facilitará no momento de colocar as ideias em prática.

3. Implementação

Testa a solução priorizada para garantir que ela realmente resolve o problema. Essa etapa busca responder à pergunta: “O que funciona?” para verificar se a solução será aplicável ou não.

Durante a transformação de processos é importante contar com a colaboração de vários profissionais com diferentes perfis e conhecimentos, que formarão uma equipe multidisciplinar na elaboração do AS-IS (mapeamento do processo atual da organização) e do TO-BE (desenho do processo futuro).

Para chegar à nova versão do processo é possível utilizar o Pensamento Divergente e Convergente, conforme filosofia do Design Thinking. “Divergir é importante para encontrar os problemas que podem estar afetando a saúde do processo. A partir das opções criadas, é necessário convergir para as soluções que podem resolver esses problemas e escolher a melhor delas”, orienta Andreia Justo.

Essa equipe dividirá seu conhecimento e experiência sobre o processo, proporcionando um momento de interação muito produtivo. “É realmente interessante observar o comportamento das pessoas durante as sessões de brainstorming. Elas começam a perceber que o trabalho delas também causa impactos no trabalho de outras pessoas, gerando empatia”, conta Andreia. Além disso, entre uma conversa e outra é possível que surjam quick wins: mudanças simples que geram resultados imediatos.

Com um canvas na parede e um post-it® na mão, as ferramentas do Design Thinking tornam a transformação de processos uma prática mais simples, visual, intuitiva e amigável. Isso facilita, inclusive, na implementação do novo processo, que trará a inovação necessária para manter a competitividade da empresa. Mas, saber quando utilizar cada ferramenta é algo que requer experiência e conhecimento especializado.

Saiba mais sobre transformação de processos com Design Thinking acessando o site da Euax.



Website: https://www.euax.com.br/