Intraempreendedorismo: um sistema para acelerar inovação dentro de indústrias, empresas e startups

“Intraempreendedorismo vem da expressão inglesa intrapreneur, que significa empreendedor interno, ou seja empreendedorismo dentro dos limites de uma organização ”

Após dois anos estagnado, o Brasil subiu cinco posições em ranking mundial de inovação. Segundo estudo realizado pela Universidade de Cornell, o país saltou do 69º para o 64º lugar, entre 126 economias listadas. É a melhor classificação em quatro anos. E quando se fala em inovação organizacional, é possível perceber que a mudança é a dinâmica da eficácia e intraempreendedorismo corporativo é a característica comumente incorporada à eficiência. Hoje em dia, muitas companhias, sendo ela indústrias, startups, pequenas, médias e grandes empresas estão usando técnicas de intraempreendedorismo para expandirem seus negócios, deixando-os mais dinâmicos, competitivos e, consequentemente, gerarem lucros maiores.

Seguindo esta tendência, as empresas brasileiras estão constantemente em busca da inovação e de um diferencial para ampliar a sua vantagem competitiva. Com um olhar atento para dentro da organização, muitas delas encontram, entre seus colaboradores, a vontade e competência para tanto. Esse é o perfil dos intraempreendedores corporativos, empresas e colaboradores que buscam, criam e implementam ideias, e possuem capacidade diferenciada de analisar cenários e de encontrar oportunidades.

O conceito de intraempreendedorismo foi estabelecido há três décadas, porém as empresas não estavam dispostas a dar aos colaboradores a liberdade para inovar. Além do mais, não queriam arcar com os custos dos erros que inevitavelmente aconteciam no percurso. Hoje, esse conceito já está muito difundido e valorizado nas organizações.

É por este motivo, que a Intelbras, indústria 100% nacional desenvolvedora de equipamentos e soluções tecnológicas, implementou neste ano um projeto de inovação corporativa. O programa, batizado de Intelbras Lab, abrigou 13 equipes que trabalharam como startups, focando em colaboradores de diversas áreas ligadas a produto, alavancando assim o seu potencial e, consequentemente, gerando uma atmosfera de troca de ideias e colaboração. O programa desenvolvido pela empresa, que investe 6% do faturamento de 1.6 bilhão* em pesquisa e desenvolvimento, reuniu 100 colaboradores e teve uma duração de 10 semanas com carga horária de 135 horas.

O Intelbras Lab foi inspirado em startups weekends internacionais e totalmente cocriado a partir do interesse dos próprios colaboradores, que participaram de reuniões e apontaram o caminho do programa. Palestras e workshops com profissionais referência nos temas design thinking, canvas, MVP, lean, cloud, inbound sales, pitch e métricas de negócios proporcionaram embasamento acadêmico e de mercado, aplicando conceitos usados no Vale do Silício e outros berços de startups que são conhecidas em todo o mundo. “Confiar nas pessoas, deixá-las inovar, ouvir, acreditar na diversidade e investir na troca de experiência. Esse é o espírito do Intelbras Lab”, afirma Aluísio Maykot Serafim, coordenador do programa.

Os grupos trabalharam no desenvolvimento de novos produtos que exploram, por exemplo, tecnologias IoT e cloud e são aplicáveis em residências, empresas e condomínios. As equipes apresentaram seus projetos a “investidores”, formados pela alta direção da empresa. Os colaboradores participantes do programa Intelbras Lab foram premiados em evento no melhor estilo Demoday, realizado na ACATE – Associação Catarinense de Tecnologia, casa de centenas de startups sediadas em Florianópolis, conhecida como a Ilha do Silício. O Senac Santa Catarina atua como parceiro do Intelbras lab, fornecendo apoio pedagógico e acadêmico por meio de mentorias e interface com os palestrantes.

O grande objetivo do programa é manter ativo o DNA de inovação da empresa e a implementação de novas ferramentas de trabalho, em sintonia com práticas mundiais. Algumas das ideias concebidas, envolvendo IoT (internet das coisas), já estão sendo absorvidas pelas unidades de negócio e estudadas para serem oferecidas ao consumidor final. “O programa realiza o intercâmbio entres os diversos departamentos da empresa e traz novas práticas de mercado para o coração da companhia, incentivando a atuação no campo e o contato direto com o consumidor para validar ideias”, comenta Susana Brockveld, Diretora de Marketing da Intelbras.

“Inovação faz parte do DNA da Intelbras e é nossa cultura pensarmos ‘fora da caixa’ No período do programa, incentivamos colaboradores a dedicarem cerca de 15% do seu tempo para explorar novas ideias, extrapolando o ambiente de trabalho, frequentando coworkings, respirando novos ares, para assim alinhar nosso potencial interno com as necessidades e demandas do mercado”, complementa Susana.

“Uma indústria de tecnologia não pode deixar de praticar a inovação, e a Intelbras sempre fez isso por meio do desenvolvimento dos seus colaboradores e investimento em projetos como o Intelbras Lab”, conclui Altair Silvestri, presidente da Intelbras.

*faturamento referente a 2017.



Website: http://www.intelbras.com.br