A cada R$ 1 investido em tecnologia, gestão pública economiza média de R$ 9,79 no ano seguinte

Atualmente, 40% dos mais de 1,6 mil serviços públicos fornecidos pelo governo federal estão disponíveis digitalmente, conforme estudo da IDC. A consultoria mostra, ainda, que para aumentar este percentual, será necessário investir em infraestrutura física: de acordo com os dados, mesmo em tempos de crescimento da cloud computing, o armazenamento em data center local tende a crescer. De fato, a receita mundial de tal setor deverá movimentar, em 2018, cifras 37,7% maiores do que em 2017.

Para Alexander Barcelos, especialista em tecnologia para o segmento público e diretor da LTA-RH, a eficiência da operação e de serviços prestados pela esfera pública pode ser diretamente relacionada à eficácia da tecnologia utilizada pelas instituições, o que vai muito além de ter serviços e sistemas na nuvem.

"Tal eficiência envolve planejamento e uma infraestrutura robusta, ainda mais no caso dos serviços públicos, que precisam guardar muitas de suas informações internamente. Em suma, a transformação digital não se sustenta sem redes e servidores robustos", afirma Barcelos. "Além disso, muitas das empresas públicas que já investem em suas infraestruturas de TI on-premise estão, atualmente, percebendo a necessidade de atualizar os parques para se transformar digitalmente, entregando melhores soluções e serviços", complementa.

O diretor ressalta, ainda, que, aos poucos, as administrações públicas vêm percebendo os ganhos de eficiência e redução de custos trazidos pela inovação tecnológica. Dado que é corroborado por um estudo da Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Tecnologia da Informação e Comunicação (ABEP), que indica que a cada R$ 1 investido em TIC, governos estaduais economizam uma média de R$ 9,79 no ano seguinte.

"Em novembro, o governo federal deu um grande passo com o lançamento da Rede Nacional de Governo Digital, iniciativa para integrar o fluxo de informações entre as administrações federal, estaduais e municipais, além de compartilhar ferramentas e soluções tecnológicas no âmbito da gestão pública. O plano é aumentar o número de serviços online para o cidadão, tirando a necessidade de fazer isso presencialmente em repartições públicas", comenta o especialista. "Este pode ser o pontapé para importantes investimentos na digitalização dos serviços públicos. Contudo, é fundamental cuidar para que tudo não vá por água abaixo devido a estruturas defasadas ou pouco otimizadas. Vamos prestar atenção", finaliza.