Cartão pré-pago vira opção para fãs em sites de bandas internacionais

Nos últimos anos, a utilização do cartão pré-pago é uma opção viável para quem deseja viajar, não possui conta em banco ou quer ter um controle financeiro melhor. Entretanto, sua popularização e facilidade faz com que esse meio de pagamento também cresça em outros setores.

Em 2017, por exemplo, essa modalidade, movimentou R$ 6,6 bilhões, um aumento de 68,8% em relação ao ano anterior - muito acimados índices registrados pelos cartões de crédito (12,4%) e de débito (12,6%).
Ainda que grande parte desse valor continue restrito às despesas mais básicas da população, como o pagamento de contas e alimentação, o pré-pago também se tornou uma opção válida para outros segmentos. Áreas como entretenimento, e-commerce, lazer e contratação de serviços também já são feitos neste meio de pagamento.

"O cartão pré-pago é simples e fácil de usar, não acumula dívidas e traz as mesmas vantagens dos cartões tradicionais. Esse crescimento em outros segmentos importantes já era um movimento esperado no mercado", afirma Carolina Stucchi, Gerente comercial da Acesso.

A empresa, especializada em soluções de meios de pagamento, percebeu esse movimento em sua própria base. O cartão pré-pago oferecido aos clientes passou a ser utilizado por jovens nos sites e fã-clubes de bandas e artistas internacionais para o pagamento da taxa de inscrição e aquisição de produtos em lojas oficiais. Neste caso específico, a maior movimentação aconteceu no site oficial da banda de pop/rock Hanson.

Esses valores em sites oficiais normalmente estão em dólares e correspondem às transações internacionais. Uma das principais vantagens do cartão Acesso é justamente a possibilidade de realizar compras internacionais já habilitado - facilitando a vida de quem não possui cartão de crédito internacional ou cujo limite seja pequeno.

Levantamento da própria empresa indica que o valor transacionado na categoria "entretenimento e lazer" mais do que quadruplicou no período entre setembro de 2016 e julho de 2017. É a sexta com maior movimentação financeira no período analisado, atrás apenas de "Serviços", "Alimentação", "Saques", "Supermercados" e "Turismo".